Serotonina

Serotonina

Apesar de ser um dos neurotransmissores mais conhecidos do público em geral, uma vez que os fármacos que atuam no sistema serotoninérgicos ganharam muito fama a partir da década de 90, este é um dos neurotransmissores mais difíceis para se abordar em toda sua complexidade.

Sua produção está muito relacionada com a disponibilidade de alimento. Em uma ninhada de leitões, os animais mais bem dispostos competem com mais chances de ganhar, se alimentam mais, produzem mais serotonina, e isso cria um ciclo virtuoso para a vida. Pena que às vezes, por causa deste excesso de confiança no próprio desempenho, possam aparecer neste ciclo comportamentos agressivos quando estes animais mais fortes são desafiados. Em consequência disso, está muito relacionada à obtenção de posição, status e poder também. Por outro lado, quando está sendo liberada em pequena quantidade, pode provocar reações de ansiedade e medo. As medicações mais usadas para tratar depressões e distúrbios de ansiedade, além das fobias tem seu mecanismo de ação ligado à capacidade de aumentar a quantidade de serotonina disponível.

Quando obtemos bons níveis de triptofano na dieta, a farta produção de serotonina causa uma sensação de conforto e induz sonolência e sensação de desejos saciados. Porém, em uma sociedade em que comida é só um dos nossos objetivos e que pela grande disponibilidade, apesar de ser imprescindível, deixou de ser desejada a qualquer custo, outros objetivos parecem precisar de alguma serotonina que nos tire da cama dia após dia. É como se uma sinalização de baixa serotonina significasse que este indivíduo não consegue obter boas condições de sobrevivência no ambiente em que vive. Quando se trata de um organismo complexo como o nosso, isso pode significar inclusive a impossibilidade de conquistar uma posição social desejada.

No caso específico da serotonina, o aminoácido precursor da sua síntese é a única limitação para a produção de serotonina. Assim, caprichar nas fontes de triptofano na alimentação dá uma boa ajuda. Aumentar a fonte de precursores na alimentação não é útil para o aumento da disponibilidade de todos os neurotransmissores. Outros neurotransmissores possuem mecanismos de controle de síntese mais elaborados. No caso da dopamina, por exemplo, a disponibilidade de tirosina não é o fator limitante para sua produção. Mas para a serotonina isso pode dar uma boa ajuda.

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